quarta-feira, 9 de maio de 2012

Calçados Esportivos: Dilema?



A corrida é um esporte que requer pouco investimento, bastam roupas confortáveis e um bom tênis. Por este motivo uma atenção especial deve ser dada ao tênis, principal instrumento para aqueles que desejam ingressar ou que já militam neste esporte. Portanto cuidado na escolha do calçado.

Cada tipo de pessoa precisa de um calçado específico. Na hora de escolher um tênis, é preciso ter em mente que, mais que beleza, marca e cor, o calçado deve prevenir lesões e controlar as sobrecargas no corpo.

O tênis desenvolvido para corrida tem, basicamente, duas funções: proteger os pés do esforço das corridas e permitir que o corredor desenvolva o máximo do seu potencial. Esse tipo de calçado é projetado para dispersar o impacto que o atleta recebe constantemente no calcanhar, quando os pés tocam no solo a cada passada. A força do impacto gerada por estes choques chegam até três vezes o peso do corredor, por isso o sistema de amortecimento deve ser muito eficiente. Outro fator indispensável é a flexibilidade na parte frontal do solado. Isso melhora a aderência, aumenta a sensibilidade e garante conforto.

Pisar certo não é para qualquer um. O número de pessoas supinadas (característica de pés cavos) e pronadoras (pés chatos) crescem na mesma proporção que a prática da caminhada.
São três os tipos de pé. Cada um deles tem as suas próprias características e, por isso, adapta-se a modelos que sejam compatíveis com essas características.

- Pé Normal (Neutro): Possui um arco de tamanho normal. Quando toca o solo, deixa impressa uma certa concavidade que liga o calcanhar e a parte dianteira dos pés. Caracteriza-se pelo apoio uniforme do pé no contato com o solo, não possuindo desvios nem para dentro e nem para fora.
- Pé Supinador: Possui um arco bastante acentuado, imprimindo no solo uma região estreita, que liga o calcanhar à parte da frente do pé. Forçam a parte externa do pé a suportar o peso do corpo no final de cada passada. Às vezes o arco é tão acentuado que a impressão fica sem ligação entre as duas partes. Geralmente os corredores com esta pisada também apresentam "geno varo" (joelhos curvos para fora). Este tipo de pé possui pouca ou nenhuma flexibilidade porque não prona o suficiente. Por isso, tem baixa eficiência natural de absorção de impactos. Os calçados mais indicados são os mais flexíveis e os que têm alto grau de amortecimento são ótimos porque induzem o pé ao movimento de pronação.

- Pé Pronador: Possui um pequeno arco, imprimindo no solo praticamente toda a sola do pé. Caracteriza-se pelo apoio da região medial do pé no contato com o solo. Apresenta um excesso de flexibilidade, causando instabilidade ao corredor. Geralmente os corredores com esta pisada também têm "geno valgo" (joelhos curvos para dentro) e podem sentir dores na parte medial do joelho. Quem tem pé chato precisa evitar calçados com alto grau de amortecimento, que reduzem ainda mais a estabilidade e o controle de movimentos. Com o passar do tempo, as pessoas com pé chato tendem a desenvolver processos inflamatórios (tendinites).

Aparelhos ou máquinas vem sendo utilizadas para avaliarem o tipo pé, mas estes resultados somente têm validade se acompanhados por profissionais especializados, pois são passíveis de erros, pois são apenas programas que necessitam de supervisão. Um erro na avaliação da necessidade de um tênis especial para o esporte pode resultar em um grande prejuízo financeiro e, depois de um certo tempo, pode também provocar dores ou algum tipo de problemas no pé ou tornozelo. O ideal é realizar uma avaliação biomecânica por um Fisioterapeuta especializado antes de iniciar as atividades, para que além do tipo de pé, outras possíveis alterações também sejam detectadas antes de iniciarem processos dolorosos e degenerativos.

Dicas para comprar um tênis:
- Ao escolhermos o tênis, devemos experimentar vários modelos e tamanhos.
- Utilize a meia ou o tipo de meia que você normalmente corre. Não se esqueça das meias. É um risco calçar um tênis sem as meias nos dias mais quentes. O uso de meias de algodão, não muito apertadas, poderá evitar uma possível lesão, além de dar mais conforto aos pés nas atividades físicas.
- A ponta do dedo nunca deve estar encostando na ponta do tênis, pois esta parte do tênis não cede. Especialista falam de uma distância entre 1 e 1,4 cm.
- As costuras do tênis não devem apertar ou ficar em cima de zonas que sofram muito atrito. 
- A parte de trás do tênis deve ser macia e sem costuras que possam causar bolhas.
- Na parte do calcanhar, o solado deve ter no mínimo 2cm para evitar os calos.
- Prefira os tênis mais leves. Os pesados ou duros demais podem prejudicar os músculos e articulações.
- O tênis mais caro, nem sempre é o melhor para você.
- Outro detalhe importante a dizer é que existem tênis para treino e para competições. Os de competições são geralmente muito leves, mas esta leveza sacrifica o amortecimento. Se você é um corredor alto e pesado, é desaconselhável que os utilize. Se você é leve e está visando uma melhora no seu tempo, vá em frente.
- Compre o calçado no fim da tarde; á noite os pés tendem a ficar mais inchados.
Fonte: Evaldo Darcy Bosio Filho - São Paulo/SP e Erodiana Freitas Naves - Belo Horizonte/MG.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

MULHERES SÃO AS QUE SOFREM MAIS COM AS DORES NAS COSTAS!


A correria do dia a dia das mulheres geram dores, que vão de simples desconfortos a enfermidades incapacitantes. Segundo pesquisa, são elas as que mais reclamam de dores nas costas, principalmente as que estão acima de 45 anos. Mas, de onde vem esses sintomas? São vários os fatores que influenciam o aparecimento de problemas, levando a casos mais sérios. Vamos conferir quais são eles?
O uso de salto alto: o salto desalinha o eixo do corpo humano de vai da cabeça ao centro da bacia e, assim, sobrecarrega a coluna. Quanto mais alto o salto, mais o quadril se pronuncia para trás. Consequências: dores lombares e, se a exposição for diária, desgastes maiores e problemas mais graves no futuro, como hérnia de disco.
Tamanho dos seios: com o volume e o peso das mamas, o tórax se projeta para frente, desalinhando a coluna. Se for essa a causa da dor nas costas, é preciso fazer uma avaliação médica para verificar a necessidade de reforço muscular, uso de sutiãs adequados e até cirurgia de redução mamária ou adequação da prótese de silicone.
Obesidade e inatividade física: sem a prática de exercícios físicos, a pessoa tende a ganhar mais peso. O mal ainda pode estar relacionado a doenças como osteoporose, fibromialgia, artrite e artrose - patologias mais frequentes no sexo feminino. Nesses casos, é preciso ficar atenta para que a doença seja investigada e não apenas as dores sejam tratadas.
Estresse emocional: ele provoca tensão, contração muscular e descarga de substâncias nocivas que irritam a musculatura e provocam dor. 

Então, o que podemos fazer? Procurar um Fisioterapeuta Especializado (Osteopatia), praticar exercícios físicos, se alimentar corretamente, controlar o peso e diminuir o estresse são alguns fatores essenciais. 
Fonte: midianews.com.br

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

A importância da Fisioterapia no "Esporte"!!



Qualidade de vida e atividade física sempre caminharam juntas. Atualmente, as pessoas estão investindo cada vez mais em saúde e qualidade de vida por meio de diferentes práticas esportivas, dentre as quais podemos destacar as corridas de rua e as artes marciais (MMA). 

Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de pessoas que passaram a praticar MMA e correr, procurando combater os males de um cotidiano estressante e sedentário. Porém, esse aumento na prática esportiva sem controle levou à maior incidência de lesões, as chamadas esportivas, que podem levar essas pessoas ao afastamento de suas atividades cotidianas. Entre as lesões mais comuns, podemos destacar as cãibras, tendinites, lesões musculares, hematomas, luxações, fraturas, lombalgias e canelites.

Em meio a esse cenário, a Fisioterapia surge como uma grande aliada, atuando na prevenção e reabilitação dessas lesões, bem como, das diversas lesões e patologias que acometem o sistema músculo esquelético (Aparelho Locomotor). 

Dentre as funções do Fisioterapeuta Esportivo que atua com atletas de corrida por exemplo, podemos destacar o auxílio durante a fase de preparação, quando o Fisioterapeuta, trabalha em conjunto com o preparador físico e treinador do atleta, realizando trabalhos de avaliação e correções posturais, avaliações quanto ao tipo de pisada do atleta e dessa forma sugerir mudanças e indicação do calçado mais adequado. Pelo conhecimento de Anatomia, Biomecânica, Cinesioterapia e Propriocepção, serão realizados trabalhos preventivos de reequilíbrio muscular, a fim de reduzir os riscos de lesões e dores, além de também evitar problemas e dores durante o treinamento e a prova. 

Durante o evento esportivo o Fisioterapeuta vai assistir o atleta no que for necessário, auxiliando durante sua fase de aquecimento, e após a atividade, realizando desaquecimento, terapias para relaxamento muscular, e se necessário, alguma técnica Fisioterapêutica para dar início ao tratamento caso o atleta venha sentir alguma dor ou sofrer algum tipo de lesão.

Dica: Sempre que for participar de um evento esportivo procure a ajuda de uma equipe multidisciplinar com Médicos, Fisioterapeutas, Educadores Físicos e Nutricionistas. Esses profissionais em conjunto passarão todas as dicas necessárias para você conseguir todos seus objetivos esportivos com total segurança. 

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quarta-feira, 14 de março de 2012

ENTORSE DE TORNOZELO!!

O que é a entorse do tornozelo? 

A entorse de tornozelo é uma lesão que causa um estiramento ou ruptura de um ou mais ligamentos da articulação do tornozelo. Ligamentos são fortes faixas de tecido que conectam os ossos das articulações e uma de suas funções é restringir o movimento da articulação. 


As entorses podem ser classificados: graus I, II ou III, dependendo de sua gravidade:

• Entorse grau I: Dor, com dano mínimo ao ligamento.
• Entorse grau II: Porção maior do ligamento é danificada, que gera uma leve frouxidão da articulação.
• Entorse grau III: Ruptura completa do ligamento e a articulação fica bastante instável.

Como ocorre?

É gerada por uma virada forçada do tornozelo. Na maioria das entorses, o pé vira para dentro ou para baixo, causando uma lesão na parte externa do tornozelo.

Quais são os sintomas?
• Dor contínua e localizada, variando de suave a intensa e independente de descarga de peso,
• Edema,
• Equimose,
• Impossibilidade de movimentar o tornozelo.

Como é diagnosticada?

O médico revisará o mecanismo de lesão e examinará o tornozelo, levando em conta os sintomas. Podem ser pedidos Raios-X.

Como é tratada?
O tratamento pode incluir:

• Compressas de gelo sobre o tornozelo, por 8 minutos, seguidos de 3 minutos de pausa. Esse ciclo deve ser repetido até completar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça. Sempre proteger a pele com um lenço ou outro pano, para evitar queimaduras.
• Elevação de tornozelo, colocando um travesseiro embaixo do pé.
• Uso de faixa elástica envolta no tornozelo, para evitar que o edema piore.
• Uso de tornozeleira.
• Uso de muletas, até que seja possível andar sem sentir dor.
• Uso de medicamento antiinflamatório ou analgésico, prescrito pelo médico.
• Fisioterapia.

Em alguns casos de entorses graves com instabilidade, a cirurgia é necessária, neste caso, o tornozelo ficará engessado por 4 a 8 semanas.

Por quanto tempo perdurarão os efeitos?
A duração da recuperação depende de alguns fatores:
• Idade.
• Saúde.
• Gravidade da lesão.
• Lesões prévias naquela articulação.


Quando retornar ao esporte ou atividade?
O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível.

O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente. Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico e o fisioterapeuta for consultado, melhor.

O retorno ao esporte ou à atividade acontecerá, com segurança, quando os itens listados abaixo acontecerem, progressivamente:

• Possuir total arco de movimento do tornozelo lesionado, em comparação ao não lesionado.
• Possuir total força do tornozelo lesionado, em comparação ao não lesionado.
• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Correr a toda velocidade, em linha reta, sem sentir dor ou mancar.
• Puder fazer viradas bruscas, a 45º, inicialmente, a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder fazer o “8”, com 18 metros, inicialmente, a meia velocidade e, posteriormente, a
total velocidade.
• Puder fazer viradas bruscas, a 90º, inicialmente, a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder fazer o “8”, com 9 metros, inicialmente, a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.
• Puder pular com ambas as pernas e, depois, apenas com a perna lesionada, sem sentir dor.

Como prevenir a entorse do tornozelo?
• Usar sapatos apropriados e de tamanho ideal, durante o exercício.
• Alongar antes e depois de atividades atléticas ou de recreação.
• Evitar mudanças bruscas de posição e de direção.
• Enfaixar os tornozelos ou usar tornozeleiras durante esportes vigorosos, especialmente, se já houver uma lesão antiga.


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Saúde da Coluna!


A coluna vertebral é o eixo central do corpo. É exigida em quase todos os movimentos e ainda funciona como um duto de feixes nervosos, ligando diversos órgãos e outras partes do corpo ao cérebro.

Principais problemas e alterações da coluna vertebral:
  • Cifose: é também um desvio da coluna, mais facilmente percebido quando a pessoa está de lado, pois as costas ficam arqueadas, o tórax retraído e os ombros projetados para a frente;
  • Lordose: desvio da coluna característico na região da bacia, causando uma curvatura exagerada no local;
  • Hérnia do disco intervertebral: a parte mais central do disco, que se localiza entre as vértebras, sai da estrutura da coluna, causando dores muito fortes e até mesmo paralisação dos movimentos;
  • Artrose: conhecida como bico-de-papagaio, é causada pelo atrito entre as vértebras. Depois de algum tempo, surge uma espécie de calcificação, que pode comprimir alguns vasos sanguíneos ou nervos.
  • Escoliose: a coluna se desvia para o lado, passando a apresentar uma deformidade; surge por causa da má postura, ao se usar por tempo prolongado um só lado do corpo.
Como proteger sua coluna:
  •  A melhor maneira de se deitar de lado é com um travesseiro entre a cabeça e o ombro e outro entre as pernas;
  • Quando deitar de barriga para cima, coloque um travesseiro embaixo dos joelhos e outro embaixo da cabeça;
  • Evitar dormir de bruços, pois além de forçar a coluna, dificulta a respiração;
  • Ao levantar-se, vire-se de lado, apoie-se nos braços, levando as pernas para fora da cama; 
  • Ao elevar um objeto pesado do chão, abaixar-se com as pernas flexionadas;
  • Usar um colchão ortopédico ou semi-ortopédico, de acordo com o peso e a altura de cada pessoa;
  • O travesseiro não deve ser muito fino nem muito macio, para não alterar a curvatura da coluna; o ideal é que seja da altura entre a cabeça e o ombro;
  • Ao ficar de pé, contraia os músculos da barriga e das nádegas periodicamente; utilize esta técnica de relaxamento quando quiser aliviar dores;
  • Ao trabalhar em frente a uma mesa, ou digitando no computador, manter as costas retas, encostadas ao encosto da cadeira; manter as pernas debaixo da mesa, evitando cruzá-las.
  • Ao realizar alguma atividade em pé, repouse alternadamente um dos pés sobre um objeto;
  • Procure posicionar ao seu alcance os objetos que esteja manuseando;
  • Ao dirigir horas seguidas, é importante manter as costas retas, perfeitamente apoiadas no encosto;
  • Não carregar mochilas ou sacolas, com o peso de um só lado. A mochila deverá ser apoiada nos dois ombros e as sacolas, divididas nas duas mãos;
  • Ao caminhar, manter as costas retas, abdome contraído, olhar para a frente. O sapato deve ter salto de base larga e leve e no máximo 4 cm de altura;
  • Nas atividades domésticas, evitar trabalhar com o tronco totalmente inclinado;
  • Ao trabalhar agachado, flexione os joelhos e mantenha as costas retas.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estresse pode fazer o cérebro encolher!!


Estresse pode ser definido como (a) a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo (humano ou animal) superar determinadas exigências do meio-ambiente e (b) o desgaste físico e mental causado por esse processo.

O estresse pode ser causado pela ansiedade e pela depressão devido à mudança brusca no estilo de vida e a exposição a um determinado ambiente, que leva a pessoa a sentir um determinado tipo de angústia. Quando os sintomas de estresse persistem por um longo intervalo de tempo, podem ocorrer sentimentos de evasão (ligados à ansiedade e depressão). Os nossos mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, aumentando assim a possibilidade de vir a ocorrer doenças, especialmente cardiovasculares.

Todo mundo sabe que o estresse causa dores de cabeça e insônia. Mas um estudo publicado na edição online da revista “Biological Psychiatry” sugere que ele também pode fazer o cérebro encolher.

Segundo a neurobióloga Rajita Sinha, autora da pesquisa, passar por momentos de tensão, como perder o ônibus, não tem nenhum impacto importante. Mas acontecimentos mais sérios, como a perda de um ente querido ou o fim de um relacionamento podem, sim, alterar a quantidade de massa cinzenta do cérebro.

O encolhimento, de acordo a pesquisadora da Universidade de Yale, ocorre mais em uma parte do córtex pré-frontal que regula as emoções, o autocontrole, a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. A alteração, portanto, pode servir como um “sinal vermelho” para doenças como hipertensão e transtornos psiquiátricos.

Sinha explica que as situações de estresse vividas hoje são mais complicadas que as experimentadas por nossos ancestrais. Tanto que o problema tem contribuído para o aumento da ocorrência de doenças crônicas.

A maioria dos estudos sobre o impacto do estresse no cérebro tinha como objeto de estudo pacientes com transtornos como dependência química ou ansiedade. Essas pesquisas já sinalizavam uma redução de volume no lobo frontal, considerado o centro do controle das emoções e da personalidade.Mas trabalhos sobre os efeitos cumulativos do estresse no cérebro de pessoas saudáveis, como o da equipe de Sinha, são raros.O estudo contou com 103 adultos de 18 a 48 anos. Os voluntários foram entrevistados pela equipe e também tiveram o cérebro escaneado em exames de ressonância magnética.Infelizmente, os pesquisadores não tinham o número suficiente de mulheres participando do estudo para concluir se elas, ou eles, sofrem mais com o encolhimento do cérebro decorrente do estresse.Para Sinha, quanto melhor as pessoas lidarem com situações de estresse, menor será o impacto para o cérebro.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

FISIOTERAPIA - EDUCAÇÃO POSTURAL E QUALIDADE DE VIDA!


    A incidência dos problemas relacionados aos desequilíbrios posturais é tão freqüente e usual, que a orientação à população para um programa de educação postural, objetivando a conscientização corporal, prevenção e compensação aos desequilíbrios do nosso corpo, torna-se cada dia mais pertinente.
    Segundo Knoplich 1986, " está comprovado que as dores na coluna são mais freqüentes entre 25 e 45 anos de idade, em ambos os sexos, atingindo assim o ser humano no período de maior produtividade. Ambos os sexos têm freqüência igual, porém, em alguns levantamentos, tem-se notado que no homem há uma maior incidência na região lombar e na mulher na região cervical."
     A sintomatologia da lombalgia é bastante complexa e muito incidente, pois afasta pessoas do trabalho, impossibilita a realização de atividades diárias e também prejudica substancialmente o período que seria de descanso, o sono.

     Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 80% da população mundial terá, pelo menos, um episódio de dor na coluna durante a vida e 13% das consultas médicas são provenientes de queixas de dor na coluna vertebral. A dor nas costas é a terceira causa de aposentadoria e a segunda de licença ao trabalho.


     Os desequilíbrios posturais e como conseqüência as síndromes dolorosas, variam de acordo com o modo de vida de cada indivíduo e também dependem da conscientização corporal que cada um traz consigo.
     É claro que os trabalhadores que levantam muito peso, correm mais riscos. No entanto, os que realizam trabalhos "leve", adquirem simplesmente pela maneira de se posicionar, pela permanência da postura adotada e pelos movimentos repetitivos que esta pessoa passe a realizar.

     A maneira de se posicionar e a conscientização corporal é muito importante, pois é ela que desencadeará todo o processo dos desequilíbrios e das síndromes dolorosas.
      A boa postura nos determinados afazeres é o principal fator para se evitar os desequilíbrios posturais. Torna-se importante a conscientização do indivíduo do que seria uma postura correta e qual a melhor maneira de se estar minimizando todo o esforço pelo qual o corpo é submetido nas infinitas atividades diárias.

   Não existe uma postura correta para todas as pessoas. Somos seres biologicamente diferentes, sendo assim, a postura mais adequada varia de uma pessoa para outra. Poderíamos então dizer, que a melhor postura que deve ser adotada por um indivíduo é aquela que preenche todas as necessidades mecânicas do seu corpo e também que possibilite o indivíduo manter uma posição ereta com o mínimo esforço muscular. 

    Uma postura que o ajude a opor-se contra as forças externas, que lhe dê equilíbrio na realização do movimento e que lute contra a ação da gravidade.


   Diante dessas considerações, podemos observar que a má postura ocorre quando um indivíduo se posiciona fora dos padrões da linha de gravidade e permanece por um longo período em postura inadequada. Dessa forma, seu corpo estará submetido a uma sobrecarga mecânica onde esta, ocasionará num futuro próximo, síndromes dolorosas devido alterações dos padrões musco-esqueléticos, podendo também, desencadear os desvios posturais.


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